Da hipótese à validação: Teste de usabilidade aplicado ao redesign de componente crítico

Da hipótese à validação: Teste de usabilidade aplicado ao redesign de componente crítico

O Redesign do componente de destinatários de alertas aumentou a conclusão de tarefas de 67,35% para 80%

O Redesign do componente de destinatários de alertas aumentou a conclusão de tarefas de 67,35% para 80%

Resumo
Resumo

Redesenhei o componente de seleção de destinatários de alertas em uma plataforma de dados em tempo real. Após duas rodadas de testes moderados, a taxa de sucesso aumentou de 67,35% para 80%, validando melhorias de nomenclatura, hierarquia visual e feedback de interação.

Redesenhei o componente de seleção de destinatários de alertas em uma plataforma de dados em tempo real. Após duas rodadas de testes moderados, a taxa de sucesso aumentou de 67,35% para 80%, validando melhorias de nomenclatura, hierarquia visual e feedback de interação.

Meu papel
Meu papel

Durante o processo de redesign da estrutura de envio de alertas em uma plataforma de dados em tempo real, conduzi testes de usabilidade com foco na criação de regras de alerta. Minhas responsabilidades incluíam:

  • Planejamento e execução das rodadas de teste moderado

  • Análise de métricas de sucesso e comportamento dos usuários

  • Documentação dos achados

  • Colaboração com produto e desenvolvimento para implementação das melhorias validadas.

Meu foco foi garantir que o componente cumprisse seu papel de forma simples, escalável e eficiente dentro do fluxo da de criação da regras da plataforma, aumentando a taxa de sucesso para a completude da tarefa.

Durante o processo de redesign da estrutura de envio de alertas em uma plataforma de dados em tempo real, conduzi testes de usabilidade com foco na criação de regras de alerta. Minhas responsabilidades incluíam:

  • Planejamento e execução das rodadas de teste moderado

  • Análise de métricas de sucesso e comportamento dos usuários

  • Documentação dos achados

  • Colaboração com produto e desenvolvimento para implementação das melhorias validadas.

Meu foco foi garantir que o componente cumprisse seu papel de forma simples, escalável e eficiente dentro do fluxo da de criação da regras da plataforma, aumentando a taxa de sucesso para a completude da tarefa.

Contexto funcional
Contexto funcional

O fluxo de criação de alertas envolve três etapas principais:

  1. Criação da regra: definição de condições que disparam alertas

  2. Gerenciamento de alertas: visualização e análise dos alertas gerados

  3. Gerenciamento de regras: edição e criação de novas regras

O componente avaliado foi o de seleção de destinatários de alertas (Alert Recipients), introduzido no redesign para permitir maior granularidade na definição de quem recebe os alertas. A plataforma possui três níveis de permissionamento: usuários individuais, times e perspectivas.

  • Usuários: usuários individuais

  • Times: grupo de usuários 

  • Perspectivas: são como “janelas” de informação adaptadas para cada time, permitindo que cada grupo visualize, monitore e atue sobre os dados mais relevantes para suas funções.

O fluxo de criação de alertas envolve três etapas principais:

  1. Criação da regra: definição de condições que disparam alertas

  2. Gerenciamento de alertas: visualização e análise dos alertas gerados

  3. Gerenciamento de regras: edição e criação de novas regras

O componente avaliado foi o de seleção de destinatários de alertas (Alert Recipients), introduzido no redesign para permitir maior granularidade na definição de quem recebe os alertas. A plataforma possui três níveis de permissionamento: usuários individuais, times e perspectivas.

  • Usuários: usuários individuais

  • Times: grupo de usuários 

  • Perspectivas: são como “janelas” de informação adaptadas para cada time, permitindo que cada grupo visualize, monitore e atue sobre os dados mais relevantes para suas funções.

Metodologia
Metodologia

O estudo foi conduzido em duas rodadas de teste de usabilidade moderado, utilizando protótipos de alta fidelidade desenvolvidos no Figma e sessões realizadas via Zoom.

  1. Rodada 1 (Teste do fluxo completo):

    • Tarefa principal: Criar uma regra para gerar alertas.

    • Participantes: 7 usuários: 2 usuários internos,  1 manager user, 3 operadores e 1 usuário teste

  2. Rodada 2 (Teste focado em um componente):

    • Tarefa principal: Configurar os destinatários de alertas.

    • Participantes: 5 usuários: 2 usuários internos, 1 manager user, 2 operadores.

Os participantes foram recrutados com base em pesquisas internas que definiram os perfis de usuários, sendo eles:

  1. Persona usuário interno: Usuários internos da empresa que fazem a criação e gerenciamento de alerta

  2. Proto-persona manager users: Usuários externos (clientes) responsáveis pela gestão das regras e dos alertas

  3. Proto-persona operadores: Usuários externos (clientes) responsáveis pelo consumo de alertas.

O estudo foi conduzido em duas rodadas de teste de usabilidade moderado, utilizando protótipos de alta fidelidade desenvolvidos no Figma e sessões realizadas via Zoom.

  1. Rodada 1 (Teste do fluxo completo):

    • Tarefa principal: Criar uma regra para gerar alertas.

    • Participantes: 7 usuários: 2 usuários internos,  1 manager user, 3 operadores e 1 usuário teste

  2. Rodada 2 (Teste focado em um componente):

    • Tarefa principal: Configurar os destinatários de alertas.

    • Participantes: 5 usuários: 2 usuários internos, 1 manager user, 2 operadores.

Os participantes foram recrutados com base em pesquisas internas que definiram os perfis de usuários, sendo eles:

  1. Persona usuário interno: Usuários internos da empresa que fazem a criação e gerenciamento de alerta

  2. Proto-persona manager users: Usuários externos (clientes) responsáveis pela gestão das regras e dos alertas

  3. Proto-persona operadores: Usuários externos (clientes) responsáveis pelo consumo de alertas.

Problemas e hipóteses
Problemas e hipóteses

Na solução antiga, só era possível selecionar destinatários por perspectiva (janela de informação filtrada para um time), o que impedia a personalização para usuários individuais. Por não ser o principal fluxo a ser testado, na primeira versão do redesign os alertas eram enviados apenas ao criador da regra. 

A partir do momento que fomos incluir o componente para seleção de destinatários, tentamos incluir as três camadas de permissionamento (Usuários, Times e Perspectivas), e o resultado foi baixa compreensão e alto índice de erros. Por conta disso, foi necessário realizar outra rodada de testes apenas com o componente de destinatários.

Na solução antiga, só era possível selecionar destinatários por perspectiva (janela de informação filtrada para um time), o que impedia a personalização para usuários individuais. Por não ser o principal fluxo a ser testado, na primeira versão do redesign os alertas eram enviados apenas ao criador da regra. 

A partir do momento que fomos incluir o componente para seleção de destinatários, tentamos incluir as três camadas de permissionamento (Usuários, Times e Perspectivas), e o resultado foi baixa compreensão e alto índice de erros. Por conta disso, foi necessário realizar outra rodada de testes apenas com o componente de destinatários.

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Principais descobertas
Principais descobertas

Redesign V1 - primeiro teste: Fluxo completo (resultados focados no componente)

  • 6 de 7 entenderam o propósito do campo “destinatários de alertas”.

  • 4 de 7 entenderam a diferença entre a perspectiva de edição e a perspectiva de destinatário de alerta.

  • 2 de 7 compreenderam como funciona a relação entre os campos de perspectiva, times e usuários.

  • 5 de 7 entenderam que podem selecionar e desmarcar usuários e times livremente.

Insight: A complexidade visual e semântica do componente dificultava o uso e dificultava a fluidez do fluxo.

Redesign V1 - primeiro teste: Fluxo completo (resultados focados no componente)

  • 6 de 7 entenderam o propósito do campo “destinatários de alertas”.

  • 4 de 7 entenderam a diferença entre a perspectiva de edição e a perspectiva de destinatário de alerta.

  • 2 de 7 compreenderam como funciona a relação entre os campos de perspectiva, times e usuários.

  • 5 de 7 entenderam que podem selecionar e desmarcar usuários e times livremente.

Insight: A complexidade visual e semântica do componente dificultava o uso e dificultava a fluidez do fluxo.

Redesign V1 - segundo teste: Foco no componente de destinatários

  • 5 de 5 usuários compreenderam a relação entre perspectiva e usuários;

  • 4 de 5 entenderam como adicionar destinatários à lista;

  • 3 de 5 entenderam como remover itens já adicionados;

  • Todos completaram a tarefa com sucesso.

    Insight: Ajustes pontuais de nomenclatura, hierarquia visual e feedback resolveram os principais pontos de fricção.

Redesign V1 - segundo teste: Foco no componente de destinatários

  • 5 de 5 usuários compreenderam a relação entre perspectiva e usuários;

  • 4 de 5 entenderam como adicionar destinatários à lista;

  • 3 de 5 entenderam como remover itens já adicionados;

  • Todos completaram a tarefa com sucesso.

    Insight: Ajustes pontuais de nomenclatura, hierarquia visual e feedback resolveram os principais pontos de fricção.

Melhorias implementadas
Melhorias implementadas
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Impactos e aprendizados
Impactos e aprendizados

Os principais impactos foram:

  • Taxa de sucesso aumentou de 67,35% para 80%

  • Redução de erros de compreensão e aumento da confiança na configuração

  • Validação de microinterações como elementos críticos para usabilidade

  • Isolamento do componente foi decisivo para identificar e resolver problemas específicos

Mais do que validar fluxos, os testes de usabilidade revelaram como microinterações, rótulos e decisões de nomenclatura podem impactar diretamente a compreensão do usuário. Reavaliar o componente de forma isolada foi essencial para alcançar clareza, escalabilidade e confiança, consolidando uma base mais sólida para o uso da ferramenta e para a evolução do produto.

Os principais impactos foram:

  • Taxa de sucesso aumentou de 67,35% para 80%

  • Redução de erros de compreensão e aumento da confiança na configuração

  • Validação de microinterações como elementos críticos para usabilidade

  • Isolamento do componente foi decisivo para identificar e resolver problemas específicos

Mais do que validar fluxos, os testes de usabilidade revelaram como microinterações, rótulos e decisões de nomenclatura podem impactar diretamente a compreensão do usuário. Reavaliar o componente de forma isolada foi essencial para alcançar clareza, escalabilidade e confiança, consolidando uma base mais sólida para o uso da ferramenta e para a evolução do produto.

“criar um alerta.. não pode ser algo assustador.”

“criar um alerta.. não pode ser algo assustador.”

Fala de usuário durante teste de usabilidade.